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Archive for Abril, 2007

Residentes enviam carta de protesto à Linden Lab

Descontentes com os rumos tomados pelo Second Life e seus inúmeros problemas sucessivos, usuários do metaverso criaram uma carta virtual, com cerca de 1000 assinaturas, onde pedem à Linden que ‘conserte’ em definitivo seu mundo virtual.

Numa tentativa de chamar a atenção da Linden Lab sobre os inúmeros problemas pelos quais o Second Life vem atravessando, nos últimos 8 meses, uma ‘carta aberta’ foi enviada à empresa, com abaixo-abaixo assinado virtual, exigindo que ela tome atitudes definitivas para que o metaverso volte a funcionar com a harmonia de antes, consertando os ‘bugs’ atuais, antes que os novos recursos previstos sejam implementados. Neste momento, cerca de 1.000 empresários e residentes virtuais assinam o documento.

A carta é uma resposta pública aos problemas de estabilidade que o metaverso atravessa e ao recuo da Linden Lab no contato com seus clientes, residentes do Second Life. Este recuo é refletido na suspensão de diversos fóruns de discussão, dentro de seu website, constantes bloqueios de respostas para tópicos do blog e, o mais importante, um aparente corte nos custos de suporte ao usuário. Segundo Christian Midnight, um dos autores da ‘carta aberta’, estas restrições no suporte indicam que a Linden não estava preparada para a nova fase de sucesso e problemas do Second Life. “Antigamente, era mais fácil um contato com eles, quando as coisas iam bem. Agora é diferente. Se mostram despreparados para o atendimento em períodos de adversidade”.

Second Life sempre será um ‘beta’

Apesar das duras críticas à Linden Lab na carta, a atitude dos residentes não indica uma sugestão à censurar os produtos da empresa. Mas sim, preservar os investimentos feitos até agora e trazer uma maior segurança à todos os envolvidos, que se vêem as voltas com boatos sobre um eventual colapso do grid. O foco da carta é em relação à velocidade no qual os novos recursos do ‘beta grid’ são implementados no grid principal, às vezes sem um número de testes necessários para sua aprovação. Para os protestantes, há um acúmulo de bugs com isso, os ‘nós’ vão se multiplicando e fica cada vez mais difícil corrigir a lista de problemas, que cresce diariamente.

Não há como querer que a Linden suspenda o beta grid, até que todos os problemas sejam sanados, conforme insinua a carta. No entanto sabe-se que o Second Life nunca deixará de ser um sistema em fase ‘beta’ pois, para sobreviver comercialmente, o metaverso precisa estar sempre em constante evolução. O ponto de equilíbrio, que se espera para todos é que a Linden tenha maior critério ao ativar novos recursos no maingrid, sem a ‘afobação’ com a qual demonstram trabalhar. Espera-se que a Linden Lab saiba que, para o bem do Second Life, a pressa não caminhará nunca com a perfeição.

Para ler a íntegra da carta (em inglês), clique aqui.
Para consultar e assinar a carta, clique aqui.

Por Pixeleen Mistral
do SL Herald.

Residentes enviam carta de protesto à Linden Lab …

Residentes enviam carta de protesto à Linden Lab

Descontentes com os rumos tomados pelo Second Life e seus inúmeros problemas sucessivos, usuários do metaverso criaram uma carta virtual, com cerca de 1000 assinaturas, onde pedem à Linden que ‘conserte’ em definitivo seu mundo virtual.

Numa tentativa de chamar a atenção da Linden Lab sobre os inúmeros problemas pelos quais o Second Life vem atravessando, nos últimos 8 meses, uma ‘carta aberta’ foi enviada à empresa, com abaixo-abaixo assinado virtual, exigindo que ela tome atitudes definitivas para que o metaverso volte a funcionar com a harmonia de antes, consertando os ‘bugs’ atuais, antes que os novos recursos previstos sejam implementados. Neste momento, cerca de 1.000 empresários e residentes virtuais assinam o documento.

A carta é uma resposta pública aos problemas de estabilidade que o metaverso atravessa e ao recuo da Linden Lab no contato com seus clientes, residentes do Second Life. Este recuo é refletido na suspensão de diversos fóruns de discussão, dentro de seu website, constantes bloqueios de respostas para tópicos do blog e, o mais importante, um aparente corte nos custos de suporte ao usuário. Segundo Christian Midnight, um dos autores da ‘carta aberta’, estas restrições no suporte indicam que a Linden não estava preparada para a nova fase de sucesso e problemas do Second Life. “Antigamente, era mais fácil um contato com eles, quando as coisas iam bem. Agora é diferente. Se mostram despreparados para o atendimento em períodos de adversidade”.

Second Life sempre será um ‘beta’

Apesar das duras críticas à Linden Lab na carta, a atitude dos residentes não indica uma sugestão à censurar os produtos da empresa. Mas sim, preservar os investimentos feitos até agora e trazer uma maior segurança à todos os envolvidos, que se vêem as voltas com boatos sobre um eventual colapso do grid. O foco da carta é em relação à velocidade no qual os novos recursos do ‘beta grid’ são implementados no grid principal, às vezes sem um número de testes necessários para sua aprovação. Para os protestantes, há um acúmulo de bugs com isso, os ‘nós’ vão se multiplicando e fica cada vez mais difícil corrigir a lista de problemas, que cresce diariamente.

Não há como querer que a Linden suspenda o beta grid, até que todos os problemas sejam sanados, conforme insinua a carta. No entanto sabe-se que o Second Life nunca deixará de ser um sistema em fase ‘beta’ pois, para sobreviver comercialmente, o metaverso precisa estar sempre em constante evolução. O ponto de equilíbrio, que se espera para todos é que a Linden tenha maior critério ao ativar novos recursos no maingrid, sem a ‘afobação’ com a qual demonstram trabalhar. Espera-se que a Linden Lab saiba que, para o bem do Second Life, a pressa não caminhará nunca com a perfeição.

Para ler a íntegra da carta (em inglês), clique aqui.
Para consultar e assinar a carta, clique aqui.

Por Pixeleen Mistral
do SL Herald.

Brasil se mantém em 6º lugar no ranking do Second Life

Participação brasileira não para de crescer e já supera o Canadá e vários países da Europa.

A Linden Lab divulgou os resultados da pesquisa demográfica realizada em Março de 2007, para aferir a participação das nações em seu mundo virtual Second Life. A pesquisa também tinha o objetivo de medir o crescimento do metaverso entre Fevereiro e Março. O resultado foi espantoso.


Neste período, foi constatada uma elevação na quantidade de horas utilizadas por todos os avatares, que chegou a incríveis 15.346.784 horas totalizadas, denotando um crescimento de 27,92% no tempo de uso do Second Life, pelos seus usuários, em apenas 30 dias. O número de residentes também cresceu mundialmente, quase que na mesma proporção: 20%.

Brasil

Nosso país experimentou um grande salto no número de usuários nos últimos 30 dias. No entanto, não foi suficiente para fazer o país ultrapassar o quinto lugar da Holanda, no ranking oficial da Linden, em número de contas cadastradas. Mesmo assim, o crescimento brasileiro tem sido muito expressivo e atraiu a atenção da própria Linden Lab, que pela primeira vez estabeleceu uma representante oficial fora dos Estados Unidos, a Kaizen Games, de olho nos residentes brasileiros e na sua potencialidade para os negócios.

Mais residentes ativos, menos horas gastas

Apesar o número total de horas, usadas no metaverso, ter crescido mais de 27% entre todos os residentes cadastrados, a pesquisa conferiu quantas horas em média um usuário ativo, com uso constante do Second Life, mantém seu avatar ‘online’, em um mês. Houve uma ligeira elevação, de 4.53 horas em fevereiro para 4.83 horas utilizadas diariamente. Paradoxalmente, este crescimento tem sido considerado ‘tímido’ pela Linden Lab, se comparado ao número de novos residentes que criaram suas contas neste período. Em Setembro de 2003, por exemplo, quando foram liberados os primeiros relatórios, na época existiam 1.087 residentes no ainda chamado ‘LindenWorld’. Eles consumiram sozinhos 51.699 horas, estabelecendo uma média de 47,59 horas por usuário/mês, naquela época. Em Setembro de 2005, esta média começou a apresentar queda constante. Enquanto o número de usuários crescia, cerca de 15,57% em dois anos, a quantidade de horas gastas por mês caiu em mais de 32%, e praticamente se estabilizou até Março de 2007.

A Linden Lab atribui o fenômeno ao excesso de propaganda que a mídia tem feito em cima do Second Life. Não que ela esteja reclamando, mas que isso acarretou a criação intensa de novas contas desde 2004. Com o ‘boom’ da segunda metade de 2006, o grid tem experimentado diversos problemas técnicos, que não ocorriam quase que diariamente como ocorrem hoje. Estes problemas, lags, a falta de linden dólares e perspectivas de sucesso por parte dos residentes, admite a Linden, provocam uma evasão destes usuários. O metaverso cresceu de fato nos últimos 6 meses, de forma vertiginosa, quase que em 200%. Porém a quantidade de usuários online, em média diária, cresceu apenas 47,6%.

Mais de 1000 novas ilhas só em Março

O crescimento dos continentes aumentou também em uma taxa constante, em cerca de 92,3 quilômetros quadrados adicionados desde Fevereiro, imprimindo um crescimento de 22,4% nas terras virtuais cadastradas. A densidade populacional se mateve na mesma média do relatório anterior, permanecendo em 6,3 mil residentes por quilômetro quadrado. A maioria destas terras se encontrava nas 1.154 ilhas criadas em Março. Desde que a Linden Lab começou a liberar dados de terras, em Outubro de 2006, aproximadamente 70% de toda a terra do Second Life está presente nesses novos consoles criados nos últimos seis meses.

Com informações da SLNN.

Brasil se mantém em 6º lugar no ranking do Second …

Brasil se mantém em 6º lugar no ranking do Second Life

Participação brasileira não para de crescer e já supera o Canadá e vários países da Europa.

A Linden Lab divulgou os resultados da pesquisa demográfica realizada em Março de 2007, para aferir a participação das nações em seu mundo virtual Second Life. A pesquisa também tinha o objetivo de medir o crescimento do metaverso entre Fevereiro e Março. O resultado foi espantoso.


Neste período, foi constatada uma elevação na quantidade de horas utilizadas por todos os avatares, que chegou a incríveis 15.346.784 horas totalizadas, denotando um crescimento de 27,92% no tempo de uso do Second Life, pelos seus usuários, em apenas 30 dias. O número de residentes também cresceu mundialmente, quase que na mesma proporção: 20%.

Brasil

Nosso país experimentou um grande salto no número de usuários nos últimos 30 dias. No entanto, não foi suficiente para fazer o país ultrapassar o quinto lugar da Holanda, no ranking oficial da Linden, em número de contas cadastradas. Mesmo assim, o crescimento brasileiro tem sido muito expressivo e atraiu a atenção da própria Linden Lab, que pela primeira vez estabeleceu uma representante oficial fora dos Estados Unidos, a Kaizen Games, de olho nos residentes brasileiros e na sua potencialidade para os negócios.

Mais residentes ativos, menos horas gastas

Apesar o número total de horas, usadas no metaverso, ter crescido mais de 27% entre todos os residentes cadastrados, a pesquisa conferiu quantas horas em média um usuário ativo, com uso constante do Second Life, mantém seu avatar ‘online’, em um mês. Houve uma ligeira elevação, de 4.53 horas em fevereiro para 4.83 horas utilizadas diariamente. Paradoxalmente, este crescimento tem sido considerado ‘tímido’ pela Linden Lab, se comparado ao número de novos residentes que criaram suas contas neste período. Em Setembro de 2003, por exemplo, quando foram liberados os primeiros relatórios, na época existiam 1.087 residentes no ainda chamado ‘LindenWorld’. Eles consumiram sozinhos 51.699 horas, estabelecendo uma média de 47,59 horas por usuário/mês, naquela época. Em Setembro de 2005, esta média começou a apresentar queda constante. Enquanto o número de usuários crescia, cerca de 15,57% em dois anos, a quantidade de horas gastas por mês caiu em mais de 32%, e praticamente se estabilizou até Março de 2007.

A Linden Lab atribui o fenômeno ao excesso de propaganda que a mídia tem feito em cima do Second Life. Não que ela esteja reclamando, mas que isso acarretou a criação intensa de novas contas desde 2004. Com o ‘boom’ da segunda metade de 2006, o grid tem experimentado diversos problemas técnicos, que não ocorriam quase que diariamente como ocorrem hoje. Estes problemas, lags, a falta de linden dólares e perspectivas de sucesso por parte dos residentes, admite a Linden, provocam uma evasão destes usuários. O metaverso cresceu de fato nos últimos 6 meses, de forma vertiginosa, quase que em 200%. Porém a quantidade de usuários online, em média diária, cresceu apenas 47,6%.

Mais de 1000 novas ilhas só em Março

O crescimento dos continentes aumentou também em uma taxa constante, em cerca de 92,3 quilômetros quadrados adicionados desde Fevereiro, imprimindo um crescimento de 22,4% nas terras virtuais cadastradas. A densidade populacional se mateve na mesma média do relatório anterior, permanecendo em 6,3 mil residentes por quilômetro quadrado. A maioria destas terras se encontrava nas 1.154 ilhas criadas em Março. Desde que a Linden Lab começou a liberar dados de terras, em Outubro de 2006, aproximadamente 70% de toda a terra do Second Life está presente nesses novos consoles criados nos últimos seis meses.

Com informações da SLNN.

Cinema brasileiro descobre o Second Life

Produção de “Cão Sem Dono” usará também o metaverso para divulgar o filme.

“Cão sem dono”, de Beto Brant (”O invasor”, “Crime delicado”) e Renato Ciasca, será o primeiro filme nacional (talvez internacional?) com personagens no Second Life. O protagonista Ciro (Julio Andrade) e o cachorro Churras habitarão também o mundo virtual da internet. Nele, Ciro vestirá uma camiseta promocional do filme, que será distribuída gratuitamente aos internautas que pedirem a roupa ao personagem.

Esta será uma das ferramentas de divulgação digital de “Cão sem dono”, baseado no livro “Até o dia em que o cão morreu”, de Daniel Galera. A estratégia de lançamento inclui ainda um caprichado www.caosemdonopoa.com, pílulas no You Tube, perfis e comunidades no Orkut, além de um trailer que rodará Porto Alegre exibindo o trailer do filme.

Em tempos difíceis para o cinema brasileiro, qualquer maneira de divulgação vale a pena, especialmente quando se trata de um ótimo filme, como nesse caso. “Cão sem dono” estréia dia 11 de maio em Porto Alegre e depois segue para o resto do país.

por Nathalia Lemos
da Assessoria de Comunicação.

Cinema brasileiro descobre o Second Life Produção…

Cinema brasileiro descobre o Second Life

Produção de “Cão Sem Dono” usará também o metaverso para divulgar o filme.

“Cão sem dono”, de Beto Brant (”O invasor”, “Crime delicado”) e Renato Ciasca, será o primeiro filme nacional (talvez internacional?) com personagens no Second Life. O protagonista Ciro (Julio Andrade) e o cachorro Churras habitarão também o mundo virtual da internet. Nele, Ciro vestirá uma camiseta promocional do filme, que será distribuída gratuitamente aos internautas que pedirem a roupa ao personagem.

Esta será uma das ferramentas de divulgação digital de “Cão sem dono”, baseado no livro “Até o dia em que o cão morreu”, de Daniel Galera. A estratégia de lançamento inclui ainda um caprichado www.caosemdonopoa.com, pílulas no You Tube, perfis e comunidades no Orkut, além de um trailer que rodará Porto Alegre exibindo o trailer do filme.

Em tempos difíceis para o cinema brasileiro, qualquer maneira de divulgação vale a pena, especialmente quando se trata de um ótimo filme, como nesse caso. “Cão sem dono” estréia dia 11 de maio em Porto Alegre e depois segue para o resto do país.

por Nathalia Lemos
da Assessoria de Comunicação.

Abril 29, 2007 mundolinden 2 comentários

Second Life vira febre no Brasil

Em Uberlândia, o número de usuários do jogo virtual ainda é tímido.

O Especialista em Novos Negócios da CTBC, Flávio Henrique Zago, também busca sucesso no mundo virtual

Jeremy Platthy é um nova-iorquino de pouco mais de 20 anos, emo e perdido. Sua vida parece não ter rumo, vive a dar cabeçadas, em prédios muros e até em paredes de castelos, não conseguiu um emprego sequer e só tem no bolso 1 Linden Dólar. Jeremy é um fracassado no Second Life (SL). Se você ainda não ouviu falar no SL, ou segunda vida, prepare-se. A tendência é que o jogo, criado em 2002, mas que se alastrou a partir de 2005, vire febre no Brasil. Por enquanto, em Uberlândia, o número de usuários ainda é tímido, mas algumas experiências são mais bem-sucedidas do que a de Jeremy.

O Second Life abre um novo horizonte. As cidades viram ilhas que você pode visitar com apenas um click no mouse. Você pode mudar de vida e isso inclui tudo, da cor dos cabelos ao sexo e, o melhor, é que a cirurgia plástica é imediata e indolor. Tudo começa e termina, sob o comando dos seus dedos. Considerada uma ferramenta social, e não um jogo, por seu criador, Philip Rosedale, o SL tem mais de 5 milhões de usuários no mundo, número que sobe a cada segundo.

A oferta de uma nova vida inclui noites regadas à bebida e a sexo, por isso, os menores têm uma versão teen com algumas restrições. A média de idade dos usuários é de 32 anos, a maioria fala inglês, tem internet banda larga e um bom microcomputador. Desde a última segunda-feira, o Brasil tornou-se o primeiro país a ter um portal de entrada exclusivo no portal. (Leia abaixo)

Durante uma viagem de negócios, o Especialista em Novos Negócios da CTBC, Flávio Henrique Zago, 31, foi “aplicado” (gíria muito usada entre os jovens para dizer que foi apresentado a alguma novidade) ao sistema por ninguém menos que Philip Rosedale. Foi há pouco mais de nove meses. Flávio criou seu avatar (designação do personagem), Luiggi Matova e segue sua saga virtual. “O Luiggi é parecido comigo, mas não em tudo. O que mais me atrai no SL é a possibilidade de romper barreiras que você tem no mundo real. É uma quebra de paradigmas”, afirmou. Flávio aprecia a autonomia que o usuário tem no SL. “A maioria dos games de fantasia te impõe um padrão na hora de definir seu jogador, o SL não. Você faz o que bem entender”, comentou.

Trabalho é a chave para o crescimento do avatar

Os primeiros dias no Second Life não são fáceis para ninguém e podem ser piores para quem não tem intimidade com o computador. Luiggi Matova, avatar de Flávio Zago, chegou sem nada, mas já teve dois empregos e, após participar de uma rodada de discussões sobre tecnologia, pode ser um dos membros do conselho do SL. A situação foi diferente para Humberto Gomes, 22, estudante e sócio de uma lan house. “Prefiro o The Sims”, afirmou categoricamente. Sua vida no SL foi curta e na lan house a procura pelo jogo é baixa. “O movimento aqui em Uberlândia é fraco, estou até pensando em retirar o programa das máquinas porque só tem ocupado espaço”, reclamou.

A reportagem visitou algumas lan houses e foi às ruas para saber como anda o ibope do SL em Uberlândia e confirmou a informação de Humberto Gomes. Ele não acredita que o idioma seja uma barreira, já que vários dos seus games mais procurados estão em inglês.

Flávio Zago acredita que a situação em Uberlândia pode melhorar e dá dicas para os novatos.”A melhor forma de se dar bem é por meio do trabalho, que lhe proporcionará o Linden Dólar para comprar roupas, casas, carros e até mesmo ilhas. E se você tem alguma habilidade profissional, utilize-a no jogo”, revelou. Oferecer seus serviços pode ser uma forma de acumular Linden Dólars, aumentar seu patrimônio virtual e tornar-se popular no mundo virtual, e quem sabe, no real. Muitas empresas investem em eventos realizados no SL. Mas não vá esquecer da sua vida real, afinal, esta é uma só e não possui botão on/off. Vale mais utilizar a ferramenta SL como um campo de treinamento, simular entrevistas de e-mail ou mesmo uma paquera. “Atualmente eu não fico mais que quatro horas por semana no jogo. Deve se ter cuidado com o tempo dedicado a este aprendizado virtual”, finalizou Flávio.

Os passos de Jeremy Platthy durante um mês no 2º mundo

Jeremy Platthy nasceu ou surgiu em 21 de março de 2007. Em pouco mais de um mês de vida não se alimentou, não bebeu, não arrumou emprego e a única coisa que ganhou foi L$ 1 por executar um movimento de hula ao agradecer a um oráculo virtual por uma informação na Ilha de Orientação do Second Life. No SL você já nasce adulto e Jeremy percebeu em poucas horas o quanto é difícil ser pai e mãe de si mesmo. Vagou por mais de três semanas pela Ilha de Orientação, primeira parada no SL. Ao descobrir que poderia voar usou e abusou do recurso. Mas logo ficou enjoado da brincadeira e da solidão daquela ilha. As pessoas apareciam e desapareciam do seu círculo. Pensou em mudar seu nome para “voador fracassado”. Decidiu que voltaria à ilha pela última vez. Para sua surpresa vários perdidos apareceram por lá no mesmo 27 de abril, 9h horário do Brasil, 5h horário do SL. Kadis Tomsen, 24, era um português simpático com um péssimo inglês que não ajudou em nada, tinha as mesmas perguntas de Jeremy para responder. O espanhol Richardson Klaar procurava por garotas. A exclusividade no SL pode não durar muito, em alguns minutos surgiu Crowford Benelli, um irmão gêmeo que Richardson nem sabia que tinha. A diferença entre os dois era uma tocha carregada por Benelli. “Adeus mundo cruel.” Quando estava à beira da morte, eis que surge uma luz no fim da tela para Jeremy. D1ogo Foden (assim mesmo, com o 1 no lugar do i), veio em seu socorro. Usando o recurso do teletransporte levou Jeremy para Copacabana. “Poxa, não tem um lugar mais internacional para me levar, não?”, reclamou o ingrato. Foram então para Amsterdã, uma das cidades mais loucas da Holanda. Durante o passeio, rolava muito rock nos fones de ouvido. Muitas prostitutas virtuais nas ruas e até ofertas de emprego.

Troca

D1ogo levou Jeremy a um lugar onde poderia trocar de corpo, oferta recusada. Voltaram então à Ilha Brasil, onde já tem agência bancária, financeiras, entretenimento. De lá seguiram para a agência de notícias Reuters, que mantém um repórter real no SL. Por ali Jeremy ficou. Estava pensando se poderia arrumar um emprego por lá, caso sua criadora fosse demitida depois da demora em entregar esta reportagem. Se ter uma vida não é fácil, imagina duas.

O jogo no País

O Brasil é o primeiro país a ter sua própria porta de entrada para o universo virtual de maior sucesso em todo o mundo. O www.secondlifebrasil.com.br está no ar desde o dia 24. Sem a barreira da língua, a tendência é que os brasileiros invadam definitivamente o SL. Os usuários podem adquirir Linden dólares pagando em real e usando cartão de crédito nacional ou boleto bancário. R$ 1 vale 1 mil Kaizen Cash (KC$), e L$ 1 vale KC$ 10.

O Brasil é o pioneiro na implantação do Second Life Global Provider, programa desenvolvido pela criadora do Second Life, Linden Lab, em parceria com a empresa nacional Kaizen Games. “O Second Life está modificando a maneira como as pessoas se relacionam na rede e estamos muito orgulhosos de oferecer esse universo virtual em português”, afirmou Emiliano de Castro, diretor de marketing do Second Life Brasil. Espera-se que a população brasileira no Second Life Brasil atinja dois milhões até abril de 2008. A assinatura básica é gratuita e a premium custa R$ 19,90 por mês.

A configuração mínima para rodar o Second Life: processador Pentium 3 ou Athlon 800 MHz, 250 MB de memória RAM, placa de vídeo ATI Radeon 8500 ou 9250, nVidia GeForce 2 ou GeForce 4mx, 37 MB de espaço livre em disco, conexão de internet cabo ou DSL e Windows XP (Service Pack 2) ou Windows 2000 (Service Pack 4).

por Adriana Oliveira.
Fonte: Correio de Uberlândia.

Second Life vira febre no Brasil Em Uberlândia, o…

Abril 29, 2007 mundolinden 2 comentários

Second Life vira febre no Brasil

Em Uberlândia, o número de usuários do jogo virtual ainda é tímido.

O Especialista em Novos Negócios da CTBC, Flávio Henrique Zago, também busca sucesso no mundo virtual

Jeremy Platthy é um nova-iorquino de pouco mais de 20 anos, emo e perdido. Sua vida parece não ter rumo, vive a dar cabeçadas, em prédios muros e até em paredes de castelos, não conseguiu um emprego sequer e só tem no bolso 1 Linden Dólar. Jeremy é um fracassado no Second Life (SL). Se você ainda não ouviu falar no SL, ou segunda vida, prepare-se. A tendência é que o jogo, criado em 2002, mas que se alastrou a partir de 2005, vire febre no Brasil. Por enquanto, em Uberlândia, o número de usuários ainda é tímido, mas algumas experiências são mais bem-sucedidas do que a de Jeremy.

O Second Life abre um novo horizonte. As cidades viram ilhas que você pode visitar com apenas um click no mouse. Você pode mudar de vida e isso inclui tudo, da cor dos cabelos ao sexo e, o melhor, é que a cirurgia plástica é imediata e indolor. Tudo começa e termina, sob o comando dos seus dedos. Considerada uma ferramenta social, e não um jogo, por seu criador, Philip Rosedale, o SL tem mais de 5 milhões de usuários no mundo, número que sobe a cada segundo.

A oferta de uma nova vida inclui noites regadas à bebida e a sexo, por isso, os menores têm uma versão teen com algumas restrições. A média de idade dos usuários é de 32 anos, a maioria fala inglês, tem internet banda larga e um bom microcomputador. Desde a última segunda-feira, o Brasil tornou-se o primeiro país a ter um portal de entrada exclusivo no portal. (Leia abaixo)

Durante uma viagem de negócios, o Especialista em Novos Negócios da CTBC, Flávio Henrique Zago, 31, foi “aplicado” (gíria muito usada entre os jovens para dizer que foi apresentado a alguma novidade) ao sistema por ninguém menos que Philip Rosedale. Foi há pouco mais de nove meses. Flávio criou seu avatar (designação do personagem), Luiggi Matova e segue sua saga virtual. “O Luiggi é parecido comigo, mas não em tudo. O que mais me atrai no SL é a possibilidade de romper barreiras que você tem no mundo real. É uma quebra de paradigmas”, afirmou. Flávio aprecia a autonomia que o usuário tem no SL. “A maioria dos games de fantasia te impõe um padrão na hora de definir seu jogador, o SL não. Você faz o que bem entender”, comentou.

Trabalho é a chave para o crescimento do avatar

Os primeiros dias no Second Life não são fáceis para ninguém e podem ser piores para quem não tem intimidade com o computador. Luiggi Matova, avatar de Flávio Zago, chegou sem nada, mas já teve dois empregos e, após participar de uma rodada de discussões sobre tecnologia, pode ser um dos membros do conselho do SL. A situação foi diferente para Humberto Gomes, 22, estudante e sócio de uma lan house. “Prefiro o The Sims”, afirmou categoricamente. Sua vida no SL foi curta e na lan house a procura pelo jogo é baixa. “O movimento aqui em Uberlândia é fraco, estou até pensando em retirar o programa das máquinas porque só tem ocupado espaço”, reclamou.

A reportagem visitou algumas lan houses e foi às ruas para saber como anda o ibope do SL em Uberlândia e confirmou a informação de Humberto Gomes. Ele não acredita que o idioma seja uma barreira, já que vários dos seus games mais procurados estão em inglês.

Flávio Zago acredita que a situação em Uberlândia pode melhorar e dá dicas para os novatos.”A melhor forma de se dar bem é por meio do trabalho, que lhe proporcionará o Linden Dólar para comprar roupas, casas, carros e até mesmo ilhas. E se você tem alguma habilidade profissional, utilize-a no jogo”, revelou. Oferecer seus serviços pode ser uma forma de acumular Linden Dólars, aumentar seu patrimônio virtual e tornar-se popular no mundo virtual, e quem sabe, no real. Muitas empresas investem em eventos realizados no SL. Mas não vá esquecer da sua vida real, afinal, esta é uma só e não possui botão on/off. Vale mais utilizar a ferramenta SL como um campo de treinamento, simular entrevistas de e-mail ou mesmo uma paquera. “Atualmente eu não fico mais que quatro horas por semana no jogo. Deve se ter cuidado com o tempo dedicado a este aprendizado virtual”, finalizou Flávio.

Os passos de Jeremy Platthy durante um mês no 2º mundo

Jeremy Platthy nasceu ou surgiu em 21 de março de 2007. Em pouco mais de um mês de vida não se alimentou, não bebeu, não arrumou emprego e a única coisa que ganhou foi L$ 1 por executar um movimento de hula ao agradecer a um oráculo virtual por uma informação na Ilha de Orientação do Second Life. No SL você já nasce adulto e Jeremy percebeu em poucas horas o quanto é difícil ser pai e mãe de si mesmo. Vagou por mais de três semanas pela Ilha de Orientação, primeira parada no SL. Ao descobrir que poderia voar usou e abusou do recurso. Mas logo ficou enjoado da brincadeira e da solidão daquela ilha. As pessoas apareciam e desapareciam do seu círculo. Pensou em mudar seu nome para “voador fracassado”. Decidiu que voltaria à ilha pela última vez. Para sua surpresa vários perdidos apareceram por lá no mesmo 27 de abril, 9h horário do Brasil, 5h horário do SL. Kadis Tomsen, 24, era um português simpático com um péssimo inglês que não ajudou em nada, tinha as mesmas perguntas de Jeremy para responder. O espanhol Richardson Klaar procurava por garotas. A exclusividade no SL pode não durar muito, em alguns minutos surgiu Crowford Benelli, um irmão gêmeo que Richardson nem sabia que tinha. A diferença entre os dois era uma tocha carregada por Benelli. “Adeus mundo cruel.” Quando estava à beira da morte, eis que surge uma luz no fim da tela para Jeremy. D1ogo Foden (assim mesmo, com o 1 no lugar do i), veio em seu socorro. Usando o recurso do teletransporte levou Jeremy para Copacabana. “Poxa, não tem um lugar mais internacional para me levar, não?”, reclamou o ingrato. Foram então para Amsterdã, uma das cidades mais loucas da Holanda. Durante o passeio, rolava muito rock nos fones de ouvido. Muitas prostitutas virtuais nas ruas e até ofertas de emprego.

Troca

D1ogo levou Jeremy a um lugar onde poderia trocar de corpo, oferta recusada. Voltaram então à Ilha Brasil, onde já tem agência bancária, financeiras, entretenimento. De lá seguiram para a agência de notícias Reuters, que mantém um repórter real no SL. Por ali Jeremy ficou. Estava pensando se poderia arrumar um emprego por lá, caso sua criadora fosse demitida depois da demora em entregar esta reportagem. Se ter uma vida não é fácil, imagina duas.

O jogo no País

O Brasil é o primeiro país a ter sua própria porta de entrada para o universo virtual de maior sucesso em todo o mundo. O www.secondlifebrasil.com.br está no ar desde o dia 24. Sem a barreira da língua, a tendência é que os brasileiros invadam definitivamente o SL. Os usuários podem adquirir Linden dólares pagando em real e usando cartão de crédito nacional ou boleto bancário. R$ 1 vale 1 mil Kaizen Cash (KC$), e L$ 1 vale KC$ 10.

O Brasil é o pioneiro na implantação do Second Life Global Provider, programa desenvolvido pela criadora do Second Life, Linden Lab, em parceria com a empresa nacional Kaizen Games. “O Second Life está modificando a maneira como as pessoas se relacionam na rede e estamos muito orgulhosos de oferecer esse universo virtual em português”, afirmou Emiliano de Castro, diretor de marketing do Second Life Brasil. Espera-se que a população brasileira no Second Life Brasil atinja dois milhões até abril de 2008. A assinatura básica é gratuita e a premium custa R$ 19,90 por mês.

A configuração mínima para rodar o Second Life: processador Pentium 3 ou Athlon 800 MHz, 250 MB de memória RAM, placa de vídeo ATI Radeon 8500 ou 9250, nVidia GeForce 2 ou GeForce 4mx, 37 MB de espaço livre em disco, conexão de internet cabo ou DSL e Windows XP (Service Pack 2) ou Windows 2000 (Service Pack 4).

por Adriana Oliveira.
Fonte: Correio de Uberlândia.

“Sculpted prims” evoluem a ferramenta de construção do Second Life

Os ‘primitives esculpidos’ serão a grande novidade das próximas versões do navegador SL. Eles permitirão a criação de objetos, em praticamente qualquer formato, com altíssimo grau de realismo.

No blog oficial do Second Life, Torley Linden anuncia a inserção para a próxima semana, em seu beta grid, de um novo recurso, no mínimo espetacular para quem constrói objetos no Second Life: os “Sculpted prims”, ou ‘primitives esculpidos’. Trata-se de um novo motor de renderização, agregado ao sistema atual, que permite modicar objetos simples, como caixas e círculos, para formatos mais curvilíneos e complexos. No vídeo abaixo, um avatar transforma uma caixa comum em uma maçã, uma banana, além de um cogumelo bem realista. Confira:

Por enquanto, somente usuários do beta grid terão acesso e testar o novo recurso, que só deve ser efetivado dentro de um mês (que para os residentes é uma eternidade), na compilação 1.16 do navegador Second Life. Para quem não entende muito de construção de objetos, este vídeo acima mostra claramente as potencialidades do novo recurso. Fóruns de discussão especializados mostram o frenesi que já está ocorrendo entre os ‘builders’ , devido à grande novidade.


Com o novo recurso, a Linden Labs deseja que os objetos no Second Life possam assumir formas mais ‘orgânicas’, ‘realistas’ e ‘amigáveis’, segundo explica Torley Linden, para que o metaverso perca de vez o aspecto ‘quadradão’ (squareabled) que ainda apresenta. Objetos muito mais complexos poderão agora ser criados, com uma maior agregação de valor autoral e criativo aos mesmos, conclui Torley. Para os construtores, esta já é talvez a maior novidade de 2007 no Second Life.

Com informações SL Insider.

"Sculpted prims" evoluem a ferramenta de construçã…

“Sculpted prims” evoluem a ferramenta de construção do Second Life

Os ‘primitives esculpidos’ serão a grande novidade das próximas versões do navegador SL. Eles permitirão a criação de objetos, em praticamente qualquer formato, com altíssimo grau de realismo.

No blog oficial do Second Life, Torley Linden anuncia a inserção para a próxima semana, em seu beta grid, de um novo recurso, no mínimo espetacular para quem constrói objetos no Second Life: os “Sculpted prims”, ou ‘primitives esculpidos’. Trata-se de um novo motor de renderização, agregado ao sistema atual, que permite modicar objetos simples, como caixas e círculos, para formatos mais curvilíneos e complexos. No vídeo abaixo, um avatar transforma uma caixa comum em uma maçã, uma banana, além de um cogumelo bem realista. Confira:

Por enquanto, somente usuários do beta grid terão acesso e testar o novo recurso, que só deve ser efetivado dentro de um mês (que para os residentes é uma eternidade), na compilação 1.16 do navegador Second Life. Para quem não entende muito de construção de objetos, este vídeo acima mostra claramente as potencialidades do novo recurso. Fóruns de discussão especializados mostram o frenesi que já está ocorrendo entre os ‘builders’ , devido à grande novidade.


Com o novo recurso, a Linden Labs deseja que os objetos no Second Life possam assumir formas mais ‘orgânicas’, ‘realistas’ e ‘amigáveis’, segundo explica Torley Linden, para que o metaverso perca de vez o aspecto ‘quadradão’ (squareabled) que ainda apresenta. Objetos muito mais complexos poderão agora ser criados, com uma maior agregação de valor autoral e criativo aos mesmos, conclui Torley. Para os construtores, esta já é talvez a maior novidade de 2007 no Second Life.

Com informações SL Insider.