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Archive for Maio 10, 2007

Pelos caminhos do Second Life: o real mundo virtual
por Cezar Taurion*

A falta de burocracia do cenário virtual libera espaço para a inovação. Até agora, no entanto, as empresas olham apenas para isso como relacionamento. Mas se for como a internet, não vai parar por aí.

O Second Life é um fenômeno que vem varrendo a Web. Tem sido, inclusive, capa de várias revistas de negócios. Estima-se que exista mais de cinco milhões de usuários (ou residentes), população que cresce a um ritmo alucinante. É indiscutível que existe muito interesse e curiosidade a esse respeito.

Mas será que é possível pensar em seu uso no ambiente corporativo, ou ele é apenas um jogo 3D, unicamente para diversão? Será que é possível pensar em algo prático quando participamos de uma reunião virtual com dragões, cavaleiros e outros seres estranhos, todos juntos, debatendo um determinado assunto? Será que, assumindo o papel (ou avatar, na terminologia Second Life) de um dragão, estaremos sendo mais criativos e inovadores? Em tempo, avatar, na crença hinduísta, são seres divinos que assumem a forma humana ou a de um animal.

Recentemente, Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, disse que “todos os inibidores de inovação na vida real, como a hierarquia social, não existem no mundo virtual em 3D”. E completou: “A inovação resulta de pessoas com backgrounds diferentes, de culturas diferentes, colaborando”. O ambiente Second Life, permitindo que você crie seu próprio personagem, é desinibidor, pois você pode agir de forma que dificilmente agiria dentro das restrições do ambiente corporativo. Segundo Jacob, “a tomada de riscos é desencorajada nas empresas. As recompensas são resultantes de algo que fizemos, e não algo que tentamos fazer. No mundo tridimensional do Second Life, é exatamente o oposto”. A IBM é hoje a maior usuária corporativa do Second Life.

Outras empresas também já estão testando o Second Life. Você pode fazer um test-drive do Toyota Scion ou seu avatar pode vestir uma roupa comprada na loja virtual da American Apparel. A rede americana de hotéis Starwood também está validando o projeto de um novo hotel, convidando avatares para avaliar e opinar sobre as futuras instalações, visitando o protótipo virtual do hotel. Aqui no Brasil, o iG fez um baile de carnaval onde os avatares podiam acompanhar o carnaval de Salvador. A Banda Eva também usou o Second Life, desfilando por um calçadão virtual de Copacabana. Enfim, o Second Life pode ser usado para campanhas de marketing, para laboratório de ensino etc, etc, etc…

Entretanto, de maneira geral, as empresas ainda não estão olhando o Second Life como fonte de receita, mas como uma oportunidade criativa e inovadora de estabelecer relacionamentos com comunidades. É o caso do projeto da IBM criando a loja virtual para a Circuit City Stores. Avatares podem desenhar seu próprio home theater, validando, por exemplo, o melhor posicionamento dos seus móveis. A expectativa é que, satisfeito com a experiência, o usuário vá até a loja física para fazer a compra real.

Existem também diversos pequenos negócios gravitando no cenário virtual, com avatares empreendedores desenhando roupas, equipamentos e lojas virtuais para vender para outros avatares; clubes de festas e encontros; consultores financeiros que orientam os novatos na economia do Second Life, e assim por diante. Sim, existe uma economia virtual, baseada na compra de terrenos virtuais (espaço de computador) e circulação de moeda própria, o Linden Dólar. A compra de terrenos (ilhas) demanda dinheiro real (dólar) para sua aquisição e manutenção.

As atuais curiosidades e dúvidas sobre o Second Life lembram o início da internet (princípios dos anos 90), quando as empresas não sabiam o que fazer com este novo negócio chamado Web. Alguém imaginava, naquela época, que a internet poderia gerar negócios bilionários como o eBay ou o Google? A internet em 3D está nos abrindo as portas de um novo mundo de experiências. Aonde isso vai nos levar?

*Cezar Taurion é gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil.
Fonte: Computerworld.

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Linden Lab decreta tolerância zero à pedofilia no Second Life

Em comunicado oficial, empresa se diz ‘ultrajada e indignada’ com as imagens fornecidas pela TV alemã ARD. A vice-presidente Robin Linden promete forte repressão à esta prática ilegal no metaverso.

Pegou mal, pegou muito mal para a Linden Lab a matéria veiculada pela rede alemã de televisão, ARD, onde dois avatares, um adulto e outra com aspecto de criança, praticam sexo virtual. A cena foi captada e agora corre o mundo, denotando que o Second Life é uma lugar onde as leis da ética, e do bom comportamento, aparentemente não estão sendo monitoradas. Na matéria, também aparecem fotos de supostos avatares ‘infantis’, sem roupas e em posições que sugerem atos eróticos.

Assista a matéria polêmica, veiculada pela TV alemã:

Para tentar amenizar as repercussões negativas que o escândalo vem acarretando à imagem do Second Life e da sua administração, a Linden Lab postou, em seu blog oficial, um tópico extenso onde se diz ‘ultradajada’ e ‘indignada’ com a situação e que, objetivamente, adotará uma política de tolerância zero contra todos os residente praticantes do chamado ‘ageplay’, ou pornografia e sexo com avatares infantis, ou mesmo com menores de idade do mundo real, que se passam por adultos. Neste segundo caso, a identificação é um pouco mais difícil. Por isso a Linden Lab está iniciando um programa de ‘recadastramento’ de todos os avatares ativos do Second Life, o que por si só já causa uma grande polêmica.

O tópico é assinado pela vice-presidente da empresa responsável pelo metaverso, Robin Harper, que também foi entrevistada pelo canal alemão originador das acusações. No blog, Robin rebate a idéia de que a Linden procura ignorar intencionalmente a situação. Ela diz que a Linden adotou a um certo tempo um regime de tolerância zero contra a prática do ‘ageplay’. Os dois avatares (na foto) que aparecem nas imagens da ARD, segundo Harper, já foram identificados. Ele como sendo um senhor de 54 anos e a garotinha, uma usuária de 27 anos, ambos alemães. Suas contas foram automaticamente canceladas e os seus dados encaminhados para as autoridades alemãs, em total cooperação no sentido de tentar acabar com o problema.

Robin Linden informa, também, que cada residente, ao se cadastrar, deve estar ciente das práticas não permitidas no Second Life. Há inclusive um parágrafo do termo de responsabilidade, onde a Linden é “absolutamente clara ao proibir o sexo entre avatares adultos e crianças, e mais ainda, com menores de idade na vida real, que se passam por adultos no metaverso”. A vice-presidente lembra que o Second Life é proibido para menores de 18 anos, mas admite que é difícil monitorar a idade real de todos os seus residentes.

Consequências adotadas ao metaverso

Mais adiante no tópico, a Linden Lab deixa claro que será bem mais agressiva no combate à pedofilia no Second Life. Não haverá tolerância para avatares que forem flagrados mantendo sexo com outros avatares infantis, ou usuários menores de idade flagrados pela verificação de idade que a empresa já está implementando. Residentes que forem pegos distribuindo imagens de pornografia infantil também serão punidos com o cancelamento sumário de suas contas, ainda que proprietários de contas Premium e até mesmo proprietários de ilhas. Todos terão seus direitos de uso do metaverso cassados e terão seus dados entregues às autoridades.

Robin Linden volta a falar sobre a questão da verificação eletrônica de idade, que está praticamente pronta. Não será necessário apresentar cópias de documentos. Mas alguns números destes documentos devem ser solicitados, para cadastramento dos dados das contas e eventuais comparações de informação. Mesmo no Brasil, será necessário apresentar o número do CPF ou Identidade para revalidar o avatar do usuário. Todos terão que fazer isso, em um prazo a ser estipulado, para que suas contas não sejam canceladas.

Harper conclui que a Linden continuará oferecendo total colaboração com as autoridades alemãs, americanas e das demais nacionalidades, caso novos casos de pedofilia sejam descobertos. Para protejer os interesses do Second Life, a empresa não medirá esforços em coibir e evitar esta prática nociva à imagem do mundo virtual. Uma nova ordem, portanto, deverá ser estabelecida no metaverso, em pouco tempo.•

Site consegue entrar na nova ilha da Microsoft e registra vídeo do local

O lugar, voltado inicialmente para desenvolvedores em Visual Studio, ainda não foi inaugurado. Mas aparenta estar em sua fase final.

No último dia 8, o site Millions of Us conseguiu um aparente ‘furo’ de reportagem ao conseguir entrar na nova Ilha Microsoft e registrar um vídeo do local. A ilha ainda não foi inaugurada. A Microsoft também não tinha feito, até o momento, nenhum anúncio sobre sua entrada oficial no mundo virtual da Linden Lab. Mas a ilha está lá. Pelo vídeo, observa-se nitidamente que é um local preparado para recepcionar os desenvolvedores especializados em Visual Studio .Net. Mas não está claro se este será mesmo o foco principal da ilha. Não há nenhum menção, por exemplo, ao Windows Vista. O fato é que a ilha pertence mesmo à Microsoft.

No vídeo, de 1m21s, observa-se principalmente aquilo que parece ser um grande hangar, como edificação principal. Nele está posicionando um imenso ‘dirigível’, como se ainda estivesse em construção. Pode ser apenas um simbolismo, que sintetize o suposto tema principal da ilha: desenvolvimento e compartilhamento de informações experimentais. Dentro deste ‘dirigível’, está montada uma grande sala de conferência, com telas de vídeo. A geologia da ilha é acidentada, com grandes montanhas. A arquitetura é arrojada, bem preparada, moderna e com espaço até para algumas esculturas artísticas. As cores da logomarca do Visual Studio dão um tom colorido ao local. Há também uma ênfase ao ‘verde’, com áreas de vegetação e jardins bem formatados.


Até a semana passada, a Ilha Microsoft se encontrava fechada apenas para o grupo de construtores. No entanto, ela foi subitamente ‘aberta’ na segunda-feira, sem nenhum aviso aparente. Não se sabe ainda se foi resultado de uma trapalhada do administrador da ilha. Porém ela ainda continua aberta. Não se sabe se será novamente fechada, mas no entanto existem alguns locais inacabados flagrantes naquela ilha. Então, se quiser visitar a Ilha Microsoft, antes que a fechem novamente, é melhor se apressar.