Arquivar

Archive for Maio 14, 2007

Google de olho nos usuários do Second Life

Empresa entrou com patente para criar perfis psicológicos de jogadores on-line. Informação seria utilizada para direcionar anúncios no Second Life, por exemplo.

O gigante da internet Google planeja compilar perfis psicológicos de milhões de usuários da web, monitorando secretamente o modo como eles atuam em jogos on-line. A companhia acredita que isso pode dar informações sobre as preferências e tipos de personalidade, o que poderia ser vendido para anunciantes. Detalhes sobre uma pessoa que é mais agressiva, hostil ou desonesta, por exemplo, poderiam ser guardados para uso futuro.

Segundo o site do jornal britânico “The Guardian”, a jogada tem intenção de adequar as propagandas aos jogadores on-line, informando gostos e interesses específicos. Mas isso preocupa os defensores da privacidade, que afirmam que a possibilidade é “alarmante”. “Eu posso entender o interesse nisso, mas ficaria bastante perturbada com uma companhia tendo controle dessa informação”, disse Sue Charman, da campanha on-line Open Rights Group.

Os planos do Google estão detalhados em uma patente requerida na Europa e nos Estados Unidos mês passado. Ela afirma que pessoas na web em jogos como Second Life e World of Warcraft seriam particularmente bons alvos, porque interagem com outros jogadores e tomam decisões que podem refletir em seu comportamento na vida real. As informações poderiam ser utilizadas para fazer as propagandas parecerem dentro do jogo mais relevantes aos usuários. O Google também poderia monitorar jogadores em qualquer console com acesso à internet, como PlayStation, Wii e Xbox.

Vendendo mais

Nem todas as interferências feitas ao monitorar a atividade dos usuários se apóiam nas pistas psicológicas. “Em um jogo de corrida, por exemplo, depois que o usuário bate seu carro, o anunciante pode exibir algum produto que teria aliviado a batida. Ou se o usuário está jogando por mais de duas horas, o sistema pode mostrar anúncios da Pizza Hut, Coca-Cola, e cafés”, diz a patente.

Algumas companhias da web já pesquisam a atividade on-line, como buscas e e-mail, para disponibilizar propagandas de acordo com o comportamento do usuário. Mas os perfis extensos propostos pelo Google vão além dos exemplos existentes. Apesar de a técnica proposta requerer que os publicadores de jogos incorporem a tecnologia do Google, especialistas da indústria acreditam que isso não será problema: eles estão cada vez mais buscando por novas formas de fazer dinheiro. É estimado que cerca de US$ 500 milhões serão gastos em propaganda dentro de jogos este ano, chegando a US$ 2 bilhões em 2010.

Fonte: G1.

Democratas também fazem política no Second Life

Antigo PFL, partido objetiva expor suas idéias em um universo inteiramente novo.

O fenômeno mundial Second Life é um simulador da vida real, na Internet, e já possui mais de dois milhões de participantes. Ao criar o seu personagem (avatar) nesse mundo virtual, você pode fazer tudo o que faz do outro lado da rede, como abrir um negócio, fazer compras, conhecer pessoas, e muito mais. Agora, quer saber porquê os Democratas estão no Second Life? Porque nós estamos em todos os lugares onde há um brasileiro.

Que tal participar com o Democratas desse grande momento de inovação? Cadastre-se gratuitamente no site www.secondlife.com e baixe o programa disponível neste link . Depois, é só conectar no Second Life e procurar a nossa sede, que fica na Ilha SP Jardins, nos fazer uma visita e ajudar a divulgar a proposta democrata também no mundo virtual.

Press release: Democratas.org.br

Maio 14, 2007 mundolinden 1 comentário

“A arquitetura virtual nem começou”

Desde o final do ano passado, os arquitetos Fernando Vásquez e Luiz Junqueira, além de sua equipe, fazem projetos mirabolantes para o Second Life.

Imagine o que é para um arquiteto não ter de pensar em preparação de ambientes ditos “convencionais”, com chão, teto e paredes. Poder criar um local em que a porta seja no teto, o sofá seja sobreposto, as paredes possam ser atravessáveis. Essa foi a reviravolta que aconteceu na vida do uruguaio Fernando Vásquez (na foto, à esq.), de 51 anos, e de seu sócio, Luiz Junqueira, de 41, quando eles começaram a fazer projetos para o Second Life (SL), game da web que simula a vida real.

A explicação de tamanha transformação é simples: os avatares podem fazer coisas impensáveis para reles mortais, como voar e atravessar paredes. Dessa forma, não há a necessidade de construções semelhantes às do mundo real. A liberdade, nesse sentido, é muito maior. “O Second Life possibilita a implementação das utopias dos anos 60”, diz Vásquez referindo-se às idéias de Verner Panton, designer que, naquela época, desenhou alguns móveis e objetos tão diferentes que eram impensáveis para a anatomia humana, mas não para a anatomia “avatariana”.

“O grande barato de criar no Second Life é a liberdade que temos para projetar, com condições muito diferentes da arquitetura real, que tem legislações, orçamentos, limitações técnicas, etc.”, diz Junqueira. Eles explicam que quando você constrói algo em uma ilha, tem de seguir as regras do dono desta terra. “Se você for dono da ilha, nem isso”, diz Vásquez.

E esse campo extremamente aberto e rico em possibilidades, que tanto fascínio causa nos habitantes do SL, é justamente o maior desafio que os arquitetos encontram para trabalhar no mundo virtual. “Você tem de saber controlar, para não ir da criação para o devaneio. A criação é produtiva, o devaneio é alienante”, afirma Vásquez. Só que essa liberdade esbarra nos limites técnicos do game. Segundo os sócios, a ferramenta de construção do Second Life, o builder, é bastante limitada. “O programa é muito primitivo. E você é compelido a usá-lo, o que provoca uma redução enorme”, reclama Vásquez. Ele conta que o builder possui apenas formas volumétricas básicas, como cubos, prismas e cones. “É uma espécie de Lego”, afirma.

Por conta disso, é difícil criar no SLestabelecimentos com curvas mirabolantes, ou praticar o que eles chamam de “arquitetura orgânica”, que valoriza os movimentos e as sensações, com projetos nada usuais. O problema é que construções complexas geram objetos mais pesados, que requerem um computador muito potente. O grande desafio é fazer essa arquitetura “alternativa” sem limitar o acesso ao mundo 3D.

É isso que Junqueira e Vásquez estão tentando fazer. Eles montaram uma equipe com mais 11 pessoas de diferentes áreas para trabalhar nos projetos. E não é que parece estar dando certo? Em apenas três meses, a cara dos projetos que eles fazem mudou bastante. “O segredo está nessa equipe de pesquisa”, diz Vásquez. O time é composto de especialistas em games e design gráfico, programadores, webdesigners e claro, arquitetos. “Muito mais a gente aprende a lidar com a ferramenta do que ela melhora efetivamente”, diz Mariana Távora, arquiteta integrante da equipe do SL.

Eles também começaram a utilizar os programas comuns de modelagem 3D para “fabricar” o mundo virtual. Que programa? Ah, isso eles não dizem. “Não podemos entregar o ouro para o bandido, né?”, brinca o arquiteto Marcos Figueiredo.

Desde que começaram a desenvolver projetos para o Second Life, o número de pessoas do escritório dobrou. “Tive de mudar de mesa. A sala de reunião não existe mais, agora três pessoas trabalham lá. Até a energia, às vezes, chega a cair de tanta gente trabalhando”, diz Junqueira. Mas ele garante que tanto esforço vale a pena. “O produto final está ficando com a cara que a gente tinha imaginado.” No mês que vem eles vão lançar o próprio escritório no Second Life Brasil , onde vão poder fazer projetos para avatares comuns. A dupla promete aceitar tanto lindens, a moeda local do game, como kaizen cash, válido apenas no SL brasileiro.

Por Cinthia Toledo
Fonte: Estadao.com.br

Maio 14, 2007 mundolinden 1 comentário

Agnelo Pacheco instala matriz virtual no Second Life

A Agência é a primeira agência de propaganda 100% brasileira a instalar sua matriz virtual no Second Life, na recém-inaugurada Ilha São Paulo Jardins.

Idealizado pelo publicitário Jorge Henrique Singh, o espaço virtual a agência Agnelo Pacheco Comunicação, na Ilha Brasil SP Jardins, abriga especialmente empresas paulistanas, com foco no business network. Seu objetivo é atender a um público mais sofisticado (classes A e B, na faixa etária de mais de 25 anos), como os freqüentadores da região, dentro do mundo on-line idealizado em 2003 pela Linden Lab nos Estados Unidos.

“A Agnelo está antenada com tudo o que acontece de novo no mercado, por isso decidiu ampliar sua rede de relacionamentos, disponibilizando um escritório virtual no SL para quem desejar conhecer melhor o trabalho da agência”, informa o publicitário Agnelo Pacheco. A Ilha São Paulo Jardins conta com uma agência do Unibanco, um estúdio da rádio 89 FM de São Paulo, além de empresas como Marriage, AllTV e Mercearia.

A festa de inauguração da Agnelo virtual está prevista para o final de maio, mas a agência já está aberta à visitação dos usuários, que poderão acessar seu portfólio, ver peças impressas de clientes expostas em salas de reunião e conhecer algumas áreas da agência.

Publicitário fala sobre o Second Life

Trecho da entrevista de Agnelo Pacheco (foto), concedida ao jornal DCI – Diário Comércio, Indústria e Serviços:

(…)

DCI: O senhor espera o quê, sendo a primeira agência brasileira com presença no mundo virtual do Second Life: ganhar avatares [a moeda virtual do jogo] ou reais?

Agnelo Pacheco: [Risos] Espero ganhar reais. É com reais que eu pago o salário de 128 funcionários em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. Mas eu entrei ali porque eu acho que isso vai pegar para valer. No Second Life você entra na agência, passeia por ela. Mas, no mundo real, o que eu sinto é que os grandes anunciantes sumiram. O varejo tomou conta de tudo. A comunicação é a arte da conquista, da sedução. Você não conquista uma mulher ou um homem aos gritos e aos berros. E o varejo faz isso. Você se lembra da época da escola? Você fingia que não gostava da menina que gostava…

(…)

Clique aqui, para ler a íntegra desta entrevista.

Press release: Agnelo Pacheco Comunicação.
Com informações da DCI.